Juliana Cavalcanti
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O objetivo é transformar em dados concretos o que até agora é apenas um indicativo baseado na experiência em atender os turistas. O primeiro levantamento, realizado entre os dias 9 e 29 de novembro com 609 visitantes apontou que 71,8% dos turistas que estavam em Porto vieram do Sudeste, com destaque para São Paulo (31,32%), Rio de Janeiro (14,06%) e Minas Gerais (12,28%). Os turistas de Pernambuco totalizaram 12,63% do total e ao contrário do que se poderia pensar, por causa da proximidade, apenas 8,9% dos visitantes entrevistados eram dos estados vizinhos da Região Nordeste.
"O levantamento mostrou que ainda podemos explorar mais a divulgação no Nordeste e ampliar para conquistar também visitantes de outras partes do país. A pesquisa foi feita principalmente com os turistas que ficam em pousadas e para eles o boca a boca, a indicação de amigos e parentes é muito importante", explica João Adauto de Araújo Silva, presidente da Associação Comercial de Porto de Galinhas.
Depois da indicação de parentes e amigos, a internet aparece como opção mais citada na hora de escolher a praia pernambucana como destino. A maior parte dos entrevistados tinha curso superior (51,89%) - com 28,9% de pessoas com pós-graduação - e renda familiar média entre 5 e 10 salários mínimos. Dos visitantes, 51,76% disseram ter excelentes expectativas com a visita.
A pesquisa mostrou também um equilíbrio entre homens (51,07%) e mulheres (48,93%), casados (44,99%) e solteiros (46,31%). Segundo João Adauto, o mapeamento não tem foco específico nos turistas que ficam nos grandes hotéis porque estes costumam comprar pacotes fechados e muitas vezes não circulam pela cidade. Ao contrário das pessoas que alugam casa, ou se hospedam em pousadas.
Entre os pontos negativos citados, aparece a falta de atividades esportivas, culturais e de esportes radicais. No entanto, as principais reclamações registradas apontam insatisfação com a quantidade de ambulantes na praia, com os preços altos praticados pelas barracas e com a falta de saneamento básico.
"O resultado foi o que nós esperávamos. Só que agora, em vez do achismo, temos dados concretos. A partir das pesquisas vamos planejar ações para melhorar o atendimento e também para exigir políticas públicas. A ideia é repetir a pesquisa a cada três meses, para saber o perfil do visitante que frequenta Porto nas várias épocas do ano e embasar as ações com números", revela João Adauto. O levantamento foi feito em parceria com o Sebrae e a Faculdade de Ipojuca (Fajolca).